sábado, 6 de agosto de 2011

Prostituindo a Poesia

imagem: google - Di Calvacante

Escancaro a poesia
com regra absoluta:
tiro a aura de santa,
ponho a de prostituta.

Ela não quer ser santa...
Ela quer é vadiar.
Viver solta entre os poetas
e não prostada num altar.

Ela quer beber,
come, fornicar...
De tudo aproveitar

E em tudo se meter.
A poesia quer estar
na vida e no viver.

A.J. Cardiais

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