Transbordantemente em versos,
eu faço um apelo:
seguindo com esse desmazelo,
nós vamos acabar com o mundo.
Eu também não me chamo Raimundo,
mas para o Drummond eu apelo,
com esse poema singelo
e um sentimento profundo.
Vou rimando passo a passo
e no compasso:
escorrego num desmatamento...
Vejam o tom violento
com que o fogo destrói
a vegetação...
Como isso dói...
Ver seres vivos sendo destruídos
pelo fogo.
Nós, que ficamos comovidos,
procuremos alertar os distraídos:
Por baixo desse monte de lixo,
estão nossas vidas.
Ou damos um basta nesta violência,
ou vamos acabar pedindo clemência:
Perdoai-nos, ó Mãe Natureza...
Depois de tanta beleza,
o que deixamos para o futuro
são carros, jóias, mansões... Monturos.
A.J. Cardiais
13.07.2009
imagem: google







